sábado, 22 de novembro de 2014

«É estranho estar rodeado de grandes jogadores que vejo na televisão» - Raphael Guerreiro.

Raphael Guerreiro falou esta quinta-feira ao site do Lorient sobre a estreia na Seleção principal de Portugal, admitindo ter sido «estranho» conviver e jogar com «grandes jogadores» que via na televisão.

«Soube da minha chamada à seleção antes do jogo com o Paris Saint-Germain. Fiquei no céu. Após o jogo, e apesar da derrota dececionante, ainda estava nas nuvens. É estranho estar rodeado de grandes jogadores que estou habituado a ver apenas na televisão», confessou.

Receção calorosa ajudou a ultrapassar o constrangimento próprio de um jovem de 20 anos que, de repente, se viu sob os holofotes mediáticos.

«Sempre fui um pouco tímido, mas os jogadores e os dirigentes fizeram tudo para que me integrasse da melhor maneira. Falaram comigo em português e tentei responder da melhor maneira possível. O Adrien, que também fala francês, e o Pauleta foram fundamentais para a minha rápida adaptação. Ninguém ali é arrogante como muitas vezes afirmam nos jornais», aproveitou para frisar.

Aposta de Fernando Santos para os jogos com Arménia e Argentina, Raphael Guerreiro espera ter correspondido ao voto de confiança do selecionador nacional. Os elogios, esses, foram muitos.

«Devido à vaga de lesões dos jogadores da minha posição talvez esta tenha sido uma oportunidade única para me mostrar e fazer as coisas bem. Quando somos reconhecidos pelos principais jogadores é sempre bom. O Pepe, por exemplo, disse que ficou surpreso com o meu desempenho. É um bom presságio e espero continuar», desejou.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

PORTUGAL 1-0 ARGENTINA

«O que fica para a história é o resultado» - Beto.

Beto reconhece que a exibição de Portugal no jogo com a Argentina ficou aquém do desejado, mas lembra que, no futuro, será a vitória por 1-0 a merecer honras de destaque.

«Senti-me bem e feliz por voltar a jogar e representar a seleção do meu País. É um motivo de orgulho e grande felicidade. Senti-me tranquilo e confiante com jogadores que já conheço há muitos anos. Não é uma novidade para mim», começou por afirmar o guarda-redes.

«Não encontrámos o equilíbrio que queríamos, mas anulámos os pontos fortes da Argentina. Não tivemos a posse de bola que desejávamos, mas no cômputo geral fizemos um bom jogo. Não foi o nosso melhor jogo, mas o que fica para a história é a vitória. É mais um marco. A equipa está a crescer e a melhorar. Não estamos no nosso ponto máximo, é preciso tempo», sublinhou.

«As coisas estão a sair-me bem» - Quaresma.

Ricardo Quaresma não esconde a satisfação com o bom momento que atravessa na Seleção Nacional. 

«Está correr bem para toda a gente. Estou confiante, as coisas estão a sair-me bem. Vou continuar a trabalhar para que continue assim», afiançou o extremo do FC Porto, analisando de forma sucinta, mas eloquente, a exibição que rubricou no jogo com a Argentina.

«Entrei mal mas acabei bem. Não é como começa, mas como acaba», realçou o autor do cruzamento para o golo de Raphael Guerreiro.

«Estou motivado, com confiança as coisas saem naturalmente. É o que está a acontecer», atirou Quaresma.

«O espetáculo vem depois...» - Nani.

O internacional português reconheceu, após a vitória sobre a Argentina (1-0), que a Seleção Nacional procura ainda encontrar a melhor estratégia para conseguir aliar as exibições aos bons resultados. 

«Entrámos um pouco desconcentrados na primeira parte, não jogámos com confiança mas conseguimos criar oportunidades. Este sistema não é o nosso favorito. O treinador está a rodar a equipa... é complicado quando não jogamos juntos e mudamos de sistemas fazer excelentes jogos. Mas as coisas estão bem, estamos motivados, temos ganho e é continuar assim com esta mentalidade. O espetáculo vem depois», disse após o encontro em Old Trafford.

«Só eu sei o que passei para chegar aqui» - José Fonte.

O defesa-central José Fonte deu conta das emoções que o assaltaram quando entrou em campo para cumprir a primeira internacionalização com a Seleção Nacional.

«Foi uma emoção. Só eu sei o que passei para chegar aqui. Lembrei-me do que tive de trabalhar sozinho, dos tempos difíceis em Inglaterra... foi o culminar de muitos anos de lutar por um objetivo», disse José Fonte, que entrou após o intervalo e ajudou Portugal a vencer a Argentina (1-0) em Old Trafford.

«Estrear-me em Old Trafford, um estádio mítico, contra a Argentina, ganhar sem sofrer golos... não podia pedir mais.»

Sobre o facto de aparecer como quarta escolha de Fernando Santos, atrás de Pepe, Ricardo Carvalho e Bruno Alves: «Vou respeitar sempre as decisões do selecionador. Sou mais um para ajudar a Seleção a conseguir o objetivo que é chegar ao Europeu e vencer.»

«Ronaldo é uma lenda do Manchester United» - Fernando Santos.

Os aplausos com que foi brindado pelos adeptos em Old Trafford não deixam margem para dúvidas quanto à popularidade de Cristiano Ronaldo em Manchester. Fernando Santos não tem dúvidas: o capitão da Seleção Nacional é já «uma lenda» do histórico clube inglês.

«Ronaldo é uma lenda do Manchester United, como outras que jogaram neste estádio, ao serviço deste clube, que me habituei a admirar de menino. Denis Law, Bobby Charlton e tantos outros. Cristiano e [Ryan] Giggs fazem parte das lendas de um clube que também é, por si só, uma lenda», realçou o selecionador nacional. 

«Raphael tem muita confiança e personalidade» - Fernando Santos.

Fernando Santos não poupou nos elogios à exibição de Raphael Guerreiro em Old Trafford, enaltecendo «a confiança, personalidade e capacidade ofensiva» do lateral do Loriente, herói improvável do jogo com a Argentina.

«Poupei-o porque queria ver também o Tiago Gomes. Gostei muito da exibição do Raphael no jogo com a Arménia. Infelizmente o Tiago acabou por ter de sair e o Raphael voltou a entrar muito bem. Tem muita confiança, é um jogador com muita personalidade e uma capacidade ofensiva muito interessante – na equipa dele joga muitas vezes numa posição mais adiantada», comentou o selecionador nacional.

«Ronaldo disse-me que estava cansado» - Fernando Santos.

Fernando Santos atribuiu a substituição de Cristiano Ronaldo no intervalo do jogo com a Argentina ao desgaste físico do capitão da Seleção Nacional.

«Ele tem muitos jogos em cima. Disse-me que estava muito cansado e acabei por poupá-lo, também vai ter um jogo no sábado. Havia outros jogadores que se calhar também devíamos ter poupado, mas não podia poupar todos. Fui poupando alguns daqueles que têm jogado mais na Liga dos Campeões», explicou.

«Há 42 anos que não ganhávamos à Argentina, só por isso já estou satisfeito» - Fernando Santos.

Fernando Santos apontou falhas à exibição de Portugal no ensaio com a Argentina, sobretudo nos primeiros 20 minutos, identificando como aspetos positivos, além da vitória, «o empenho, a entrega e a vontade» com que os jogadores encararam o jogo com o vice-campeão do Mundo em título.

«Neste jogo há que tirar ilações menos positivas. Os primeiros 20 minutos da nossa equipa foram muito, muito maus. Permitimos que a Argentina jogasse, chegámos sempre tarde à bola. Há que destacar a entrega, a disponibilidade e capacidade dos jogadores para correr, mas temos capacidade para fazer mais. Retifiquei algumas posições em campo que pensei que estivessem bem, mas verifiquei que não estavam. A Argentina continuou por cima mas o jogo ficou mais equilibrado, Portugal passou a ter um pouco mais a bola», analisou o selecionador nacional, em declarações à RTP.

«Na segunda parte fiz algumas alterações, havia jogadores cansados. Defendemos melhor mas tivemos sempre dificuldade em sair para o ataque. Nos últimos 10/15 minutos a equipa subiu no terreno, o adversário baixou um pouco e acabámos por fazer o golo. A equipa não sofreu qualquer golo nos últimos três jogos e isso é muito importante», realçou.

Satisfeito com «o empenho, vontade e entrega» dos jogadores, Fernando Santos não gostou «da qualidade exibicional» da equipa das quinas em Old Trafford.

No entanto, fez questão de salientar: «Há 42 anos que não ganhávamos à Argentina, só por isso já estou satisfeito».

«Tudo tem o seu tempo» - Adrien.

O médio Adrien mostrou-se satisfeito por ter cumprido a primeira internacionalização com a camisola da Seleção Nacional. 

«Tudo tem o seu tempo. Hoje chegou o meu momento e tentei corresponder para ajudar a equipa. Conseguimos esse objetivo que era ganhar», disse o jogador do Sporting à RTP no final da partida.

Adrien entrou aos 51 minutos para o lugar de André Gomes e a indicação que recebeu do selecionador Fernando Gomes é que o jogo era para ganhar: 

«Sem dúvida. Com a camisola da Seleção, nunca se joga para empatar ou para perder, sempre para ganhar. Foi isso que o mister me disse.»

Sobre Raphael Guerreiro, que se estreou a marcar pela Seleção: «A qualidade dele está à vista de todos. Está aqui para a ajudar, conseguiu o golo e estamos felizes por ele.»