quinta-feira, 17 de julho de 2014

Ranking FIFA: Portugal em 11.º

A Seleção Nacional está 11.ª posição do ranking FIFA. A entidade que rege o futebol mundial divulgou, esta quinta-feira, a atualização mensal de uma contagem que é agora liderada pela recém-campeã Mundial Alemanha, que destronou a Espanha da primeira posição. 

O pódio da tabela reflete, de resto, os resultados do último Campeonato do Mundo do Brasil, com Argentina (2.º) e Holanda (3.º) a saírem beneficiadas da sua participação no certame.

A "Laranja Mecânica" e a Costa Rica (atualmente no 16.º posto) partilham o estatuto de equipas que subiram mais posições (12) após o Mundial-2014.

Ronaldo eleito melhor desportista internacional

Cristiano Ronaldo, Bola de Ouro FIFA 2013, foi alvo de mais uma distinção. O capitão da Seleção Nacional venceu o prémio de Melhor Desportista Internacional do Ano na 22.ª edição dos prémios ESPY (do canal desportivo norte-americano ESPN), superiorizando-se a grandes nomes do desporto mundial como o tenista espanhol Rafael Nadal, o golfista sul-coreano Inbee Park e o piloto alemão Sebastian Vettel.


Cristiano Ronaldo já reagiu a esta distinção através da sua conta pessoal de twitter: "Muito obrigado a todos os que votaram e que tornaram possível que vencesse o prémio ESPY."

Ronaldo entre os dez melhores da Europa

A UEFA divulgou, esta quinta-feira, os dez candidatos ao prémio de melhor jogador da Europa, que inclui o capitão da Seleção Nacional, Cristiano Ronaldo. 

Esta lista será, ainda, reduzida a apenas três nomes, que serão anunciados no dia 14 de agosto.

O prémio vai ser entregue no Mónaco, a 28 de agosto, aquando do sorteio da fase de grupos da Liga dos Campeões 2014/2015.

Lista dos finalistas:
Diego Costa (Espanha, Atlético de Madrid/Chelsea)
Ángel Di María (Argentina, Real Madrid)
James Rodríguez (Colômbia, Mónaco)
Philipp Lahm (Alemanha, Bayern)
Lionel Messi (Argentina, Barcelona)
Thomas Müller (Alemanha, Bayern)
Manuel Neuer (Alemanha, Bayern)
Arjen Robben (Holanda, Bayern)
Cristiano Ronaldo (Portugal, Real Madrid)
Luis Suárez (Uruguai, Liverpool/Barcelona)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Paulo Bento: «Tenho consciência de que falhámos o objetivo»

Na sua primeira entrevista depois da participação no Campeonato do Mundo, Paulo Bento reafirmou, na TVI24, a ideia que já tinha transmitido no Brasil e sobre a qual não existem dúvidas: Portugal falhou o objetivo mínimo a que se tinha proposto na competição, atingir os oitavos-de-final.

"Parece-me claro que houve coisas e fatores que não correram bem. Tínhamos um objetivo claramente definido, que era passar a fase de grupos. Não o conseguimos, pelo que a nossa participação tem de ser vista como uma participação negativa. Dececionado? Sim, estamos todos, mas também o povo português. Acima de tudo sou um treinador que tem a consciência de que não alcançou o objetivo que tinha definido", começou por analisar o técnico nacional.

Encontrar explicações para o que de negativo sucedido no Brasil não é fácil, mas Paulo Bento, entre outros fatores, destaca a forma como a equipa não conseguiu reagir à goleada sofrida com a Alemanha logo na estreia.

"Continuo a ter a ideia de que o jogo com a Alemanha nos deixou marcas negativas, tanto a nível de resultado como em termos emocionais. Não nos permitiu que, nos jogos seguintes, tivéssemos uma reação de acordo com o nosso valor", acrescentou.

Paulo Bento: «Mantinha decisão de ficar em Campinas»

Confrontado com a questão muitas vezes falada quanto ao local do quartel-general durante o Mundial'2014, o selecionador nacional Paulo Bento admitiu que, se fosse hoje, não trocaria a decisão.

"Todos falam da questão do clima, mas quantas pessoas falaram disso antes do jogo com a Alemanha? Ou de que deveríamos ir para um sítio mais longe de São Paulo? Essa não pode ser a minha decisão... Se mantinha o quartel-general em Campinas? Claro que mantinha! Não acho que tenhamos perdido com a Alemanha ou empatado com os Estados Unidos por causa disso. Se forem avaliar outros casos, está mais do que provado que as dificuldades são grandes, mas não foi por isso que perdemos por 4-0. Estávamos a perder por 1-0 aos 10'; por 2-0 aos 38'. Não há, do meu ponto de vista, uma questão causa-efeito entre perder por 2-0 por causa da temperatura", disse, à TVI24.

Em relação às declarações de João Moutinho, que admitiu a dificuldade em jogar em Manaus, Bento foi claro. "A partir dos 80 minutos, quando estávamos a perder, tivemos uma reação, o que mostra que acabava por ser uma questão mais mental do que física. É evidente que há períodos em que os jogadores estão cansados por vários motivos. Mas não me parece que possamos relacionar tudo o que tenha a ver com resultados com a questão da temperatura, com a questão da humidade. Houve outros erros a ver com jogo, nomeadamente técnico-táticos. Não deixámos de cometer erros no primeiro golo dos Estados Unidos, ou no segundo. Tudo isso deriva da questão climática? Claro que não! Não conseguimos ser competentes...", analisa.

"Hoje em dia joga-se nas mais variadas horas e não acredito que, com cada alteração de horário, se vai condicionar com base nessa alteração. Se se jogar as quatro, vamos treinar às quatro? Falando da questão da Alemanha: eles chegaram ao Brasil três dias antes de nós. Três dias não são suficientes para nos adaptarmos, nem três treinos chegam para justificar resultados."

"Chegámos como chegaram muitas outras equipas e na minha opinião não é suficiente para uma adaptação. Se formos jogar para Manaus, não nos vamos adaptar numa semana ou em duas. Mas quando vamos à Bolívia, não vamos uma semana antes", analisou.

Recordando o Euro'2012, Paulo Bento explicou que tudo se processou da mesma forma: "Quando chegámos à Polónia, faltavam cinco dias para o primeiro jogo. E, se fossemos mais cedo para o Brasil, era por questão de fuso horário. Por isso, não teria cortado do plano ir aos Estados Unidos. Nós perdemos o jogo com a Alemanha, ou não ganhámos ao Estados Unidos, por erros que cometemos, que eu também cometi, por opções que demorei a tomar, mas não pelo planeamento, ou por chegarmos quando chegamos e por treinarmos em São Paulo".

"A maioria das equipas ficaram em São Paulo, Rio ou Minas Gerais. A exceção foram Grécia, Croácia e Gana, que estiveram em zonas quentes e de humidade... E não alterava nada do nosso plano, porque tivemos tempo para planear, sabendo o clima que iríamos ter para jogar e o que iríamos ter para treinar. Sabíamos o nosso objetivo e fizemos por consegui-lo", concluiu.

Bento: «Posso não ter sido devidamente compreendido»

A "digestão" incompleta da derrota com a Alemanha foi, para Paulo Bento, o principal problema de Portugal no Mundial do Brasil. Segundo o técnico afirmou em entrevista à TVI24, "talvez o seu discurso não tenha chegado bem aos jogadores", após essa derrota inaugural.

"Faltou a todos perceber por que razão perdemos por 4-0, entendermos por que razão fomos derrotados pela Alemanha. Tratou-se de um resultado que teve consequências para o jogo com os Estados Unidos e que nos pôs numa posição complicada com o Gana", explicou.

"Aquele que tinha de tentar curar a derrota era eu. Possivelmente não o fiz da melhor maneira, não cheguei aos jogadores da melhor maneira. Posso até não ter sido compreendido da melhor maneira. Mas, por outro lado, continuo a afirmar que o jogo com a Alemanha teve condicionantes", acrescentou, refirando-se ao trabalho da equipa de arbitragem.

"O golo sofrido cedo influenciou, claro, mas não nos tirou do jogo, só interferiu. O 2-0, depois a expulsão do Pepe, ter de jogar 55 minutos com dez, foi demasiado pesado, ainda para mais com o adversário que tínhamos pela frente. O 3-0 perto do intervalo condicionou ainda mais... Mas houve a questão do primeiro golo, o facto de poder ter acontecido o 3-1...", lamentou-se.

Atente-se no que o selecionador afirmou sobre outros temas:

DESEMPENHO - "Não se trata de uma questão de individualizar. O responsável pelo que aconteceu no Mundial sou eu, já o disse. Poderemos é analisar os fatores. O desempenho não foi positivo, mas continuo a dizer que o jogo com a Alemanha deixou marcas demasiado forte. Não se trata de esperar mais de alguém. Trata-se, sim, de perceber que coletivamente não estivemos ao nível que poderímos e deveríamos ter estado. E por isso fomos penalizados. Conseguimos ter uma reação com os Estados Unidos e o Gana, mas acabámos por ter o que merecemos".

ESTADOS UNIDOS - " Foi um jogo equilibrado, mas houve factores, como o da Alemanha... O que digo é que a nossa exibição não me parece ter sido negativa. Se for avaliar o jogo, as equipas tiveram estratégias muito iguais defensivamente. Não creio que tenhamos tido um grande domínio, mas também a verdade é que não deixámos de ter jogo controlado. Com uma eficácia enorme poderíamos ter acabado a 1.ª parte com 2-0. E não me parece que na segunda os norte-americanos tivessem sido mais fortes. Não acho que, se tivesse de haver um vencedor, nao fosse Portugal. As oportunidades mais flagrantes foram nossas. Mas, por outro lado, não acho que fizemos um grande jogo".

"O segundo golo deles veio contra a corrente do jogo. Não me parecia que levasse justiça ao jogo. Após o 1-1 tivemos oportunidade para o 2-1, por isso digo que, sendo um jogo equilibrado, se houvesse um vencedor teríamos de ser nós. Não fizemos grande exibição, mas os Estados Unidos não foram melhores.

EXPRESSÃO APÓS O GOLO DE VARELA - "Sou um homem consciente. Quem me conhece sabe que não sou de euforias. Estava a ser consciente. Quando chegámos ao empate, isso não nos colocava em boa posição. Não estávamos fora, mas seguir em frente era uma possibilidade remota. Estava consciente de que tivemos uma boa reação, que tentámos alterar as coisas depois do 2-1. Passámos a jogar com três defesas, com o Bruno Alves lá na frente, para tentar a igualdade o mais rápido possível. Mesmo assim, não deixava de ter a consciência de que o golo nos mantinha na rota do apuramento, mesmo sabendo que tínhamos uma situação complicada".

Paulo Bento: «Prémios de carreira não dou»

Questionado em relação ao facto de os "índices de suspeição lesional" da Seleção terem estado mais elevados do que em anos anteriores, segundo as palavras de Henrique Jones, Paulo Bento adiantou os nomes dos jogadores que vinham com mais risco (Vieirinha, Éder, Postiga e Ronaldo), justificando tal facto com "as lesões que os jogadores tiveram durante a época".

"O Vieirinha só não foi utilizado porque entendi que não deveria ter sido, mas também porque houve outras condicionantes, essencialmente por causa dos problemas físicos no primeiro e segundo jogos. Mas acabou a competir sem problemas", recordou.

"O Postiga decidi tê-lo connosco. O nosso critério teve a ver com o fator maturidade e experiência, mas também por ser um jogador influente na nossa forma de jogar. Era um jogador em quem tínhamos confiança de que podíamos colocar em campo. Talvez não como primeira opção, mas em momento em que achássemos que merecia oportunidade", explicou, assegurando que Postiga vinha a "treinar normalmente" antes do jogo com os Estados Unidos. Mesmo assim, Bento deixa uma garantia quanto à chamada do avançado: "Prémios de carreira não dou!". "Levei os três pontas de lança que achava que melhor defendiam os interesses da seleção", assegurou.

Para 2016, Paulo Bento deixa uma garantia: "Não fecho as portas da seleção a ninguém". "Posso tomar opções que levam alguns a não vir e possam levar à chegada de outros. E não passa por uma questão de idade, porque fui criticado por não levar o Tiago e ele tem 33 anos. Será por outros fatores"...

Paulo Bento: «Extremos davam equilíbrio à equipa»

O selecionador nacional Paulo Bento justificou a opção de não levar Quaresma e Adrien ao Mundial'2014, analisando de forma clara a razão pela qual optou por não levar o Mustang, justificando-a com o equilíbrio a equipa em termos defensivos.

"Por questão de opção. Temos um extremo fantástico de um lado, que no momento da decisão é tremendo. E do outro lado tinha de jogar um jogador que do ponto de vista tático tivesse características diferentes. Que no processo defensivo, à parte do ofensivo, permitisse à equipa estar equilibrada. Poderia estar na convocatória, mas entendi que os outros extremos, para 4-3-3 ou 4-4-2, que podiam dar mais equilíbrio", frisou.

"Mudou que desta vez tinha o Vieirinha e há dois anos não o levei, agora optei por ele. Não sei se a época do Vieirinha é melhor do que a do Quaresma, até porque o Vieirinha só começou a jogar em abril. Mas esteve connosco durante a qualificação e o Quaresma não esteve. Falo acima de tudo das características, em função do que queríamos, para dar mais equilíbrio", explicou.

Quanto a Adrien, a explicação passou pela vontade de manter as opções de meio campo que vinham sendo utilizadas. "O nosso meio campo não tem mudado muito. Jogámos com Miguel Veloso, Raul Meireles e Moutinho... Tínhamos o Ruben que fazia qualquer posição do meio e tínhamos a possibilidade do Miguel jogar a interior. Testámos ainda o Fábio e levámos um jogador mais ofensivo, como o Rafa, que não utilizámos. O Raul acabou a época a competir e num momento de forma extraordinária. Não foi só o Raul que não esteve bem", assegurou, deixando a garantia de que aquando das observações gostou do que viu do médio do Fenerbahçe.

Paulo Bento: «Não achei que devia demitir-me»

Quanto ao seu futuro enquanto selecionador nacional, Paulo Bento assegurou que nunca colocou o seu lugar à disposição, olhando já para o futuro, nomeadamente para o Europeu de 2016.

"Não pus nunca o meu lugar à disposição. Já falei com o presidente da Federação e nem senti essa necessidade. Quando assinei a renovação do contrato por mais dois anos tinha como objetivos não só o Mundial no Brasil, mas a campanha para o Europeu de 2016 e fazer de forma progressiva a renovação, para além da minha colaboração com a formação da federação. Quando disse que não me demito, disse-o porque era o sentimento que tinha comigo. Sinto capacidade para o objetivo de chegar ao Europeu", garantiu o selecionador.

"Se fosse aconselhável pedir a demissão eu te-lo-ia feito. Não acho que o devesse fazer e por isso não o fiz. Defini critérios para aceitar renovar e não fazia sentido, perdendo uma parte do objetivo, pôr tudo em causa quando ainda há caminho pela frente para fazer", explicou.

sábado, 28 de junho de 2014

Pauleta: «O 9 está em perigo»

Pauleta admitiu, ontem, que os pontas-de-lança são cada vez mais escassos.No âmbito de uma confraternização que ocorreu à margem do Torneio Lopes da Silva, o antigo internacional justifica a ideia com as mudanças em termos táticos.

“A verdade é que poucas seleções têm pontas-de-lança de referência. Em termos táticos, nota-se que os extremos têm mais influência e considero que o verdadeiro n.º 9 está a desaparecer”, afirmou.

No entanto, foi o talento ao visar a baliza nesta prova que o levou a ser chamado à Seleção, como recorda. “Há 27 anos, lembro-me que marquei 7 golos e os Açores tiveram a melhor classificação até à altura (7.º). Foi devido a este torneio que no ano seguinte fui chamado à Seleção, com Queiroz, onde estavam Figo e Peixe, entre outros.”

Custódio também recorda alguns talentos que emergiram. “Grandes valores surgiram aqui. Na minha equipa (Braga) jogava o Hugo Viana e em Lisboa, por exemplo, lembro-me que estava o Quaresma”, sublinhou.